terça-feira, 10 de março de 2009



seja o que for que venha, i call it challenge (h)


já provei isso pra mim mesma na vida. esse papo de querer e tal. se eu quero mesmo eu dou um jeito de dar certo, dentro do possível. o fato é que eu nunca quero nada.

acho que aí se encontra um grande problema. eu me lembro de ter querido mesmo algumas coisas na vida. passar na ETESP, 17 por vaga e tal. fazer a festa do farol, duas meninas, quatrocentos paus, uma semana, chuva e uma festa pra 300 e tantas pessoas. terminar o ensino médio, uma mulher maluca e poderosa, uma mulher maluca e recentida, quatro professores chantageados, dois professores do meu lado, 250 faltas, uma vagal. nada mais, saca.
estou dando muita importância pra duas coisas no momento. duas coisas profundamente interligadas, duas coisas que eu quero MUITO.
nunca levei a sério esse papo de querer chegar metade do caminho yada yada yada. acho isso axioma de alento a loser. mas hoje eu olho as coisas de maneira diferente. pela minha própria experiência.
mas a que se levar em conta que acontece o completo extremo comigo na maior parte das vezes!
é uma coisa tipo: nem vou levantar. total desmotivação. AHAHAHAHHAHAHAHAH

logo, só de eu querer, cara... as coisas já mudam completamente de figura.
e eu aprendi com uma pessoa que eu gosto muito a sair em direção ao que eu quero com a força de um trem.

acho que isso acontece porque eu não desperdiço minha força de vontade em correr pra não perder o ônibus, concertar a campainha que tava quebrada durante 20 anos, procurar na biblioteca um livro perdido que vai levar mil anos pra achar, ganhar concursos de redação, ser a melhor em sei lá o que, gritar 'EU SOU O MÁRIO' quando a gente joga supernintendo, ficar procurando como maluca um episodio perdido de house na internet ou se arrumar por 2 horas e meia pra sair a noite e poder pegar cem caras. eu nao desperdiço. eu direciono.
hahahahahahahahahaahhahahahah.
não sei se é o certo viver atolada nessa loserice pra depois conseguir coisas realmente grande e importantes, mas é assim que eu vivo e vivo razoavelmente feliz.

eu perco o ônibus, mas espero o outro e vou sentada e não chego suada. não concerto a campainha, mas evito presenças desagradáveis ou visitas inesperadas. não procuro o livro, baixo da internet ou peço pra alguém que eu gosto muito me emprestar. não me esforço pra escrever coisas que ganhariam concursos, escrevo coisas do meu coração e totalmente espontaneas que realmente me mostram que eu sou. nunca sou a melhor em nada, mas não desperto inveja (h). sou o luigi e gosto da roupinha verde dele. vou na locadora, gasto dinheiro e alugo a temporada, mas saio pra ver a noite e fumar durante o caminho. saio do jeito que eu estou e não pego 100 caras, pego só os caras certos, pelos motivos certos.
não é comodidade. nem otimismo. é desmotivação, mesmo. hahahahahahahahahahahahahah.


no fim, eu consigo o que eu quero. e se tornam minhas as coisas. mas no sentido intervencionista de mandar em algo. num sentido de 'ter' para cuidar muito bem, pra que nada nunca aconteça.



são fodas as coisas, né. nada é fácil de conseguir. mas se fosse, eu também não daria valor.

2 comentários:

  1. eu acho uma droga ser bobo ou manjado citar um dos caras mais fodas na historia da música, mãs... 'quem acredita sempre alcança' e ponto final. e eu torço por você, cabeção.

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  2. você sempre foi assim, continue assim \o/

    beijos guri *:

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