quinta-feira, 20 de agosto de 2009

okay, a coisa é: eu sou incapaz de ser mais ou menos, de sentir mais ou menos, e dizer mais ou menos.
ou não su louca, ou sou louca de levar pro hospicio, ou sou engraçada tipo seinfeld qu faz todo mundo icar em roda ra me olhar, me ouvir e rir, ou sou tã sem graça, TÃO que ignoram o que e falo. ou eu estou gorgeuos ou pareço um guri desnutrido. ou pulo da cama as nove da manhã e preparo o almoço, e ligo o som alto e canto pela casa, ou fico trancada no quarto, pensando em tudo e tetando decidir se há razã pra levantar até as duas da tarde. ou eu dou um ataque e grito e choro por hoooooras aonde for - e disso o Allan sabe bem, por exemplo haha - ou não abro minha boca, pra nada.
ultimamente isso tem me atrapalhado e doído mais do que nunca.
é insuportável iso. sentir uma pequena coisa e transformar inconscientemente nunm turbilhão, num negócio qu vai te jogar no chão e pisar em cima, e você vai ter sérias dúvidas de se um dia levanta.


eu não entendo. é tudo tão intenso, nenhuma dor vem como uma dorzinha a toa. parecce tudo ofim do mundo. depois quepassa, é claro queeu vejo que não era. ma sempre fica a sensação: podia ter sido. só não foi porque alguém me salvou.
e eu fico assim me sentindo um paninho voando com o vento, sei lá.

e também tem o contrário, né.
dias que eu saio e não quero voltar ra casaaté as 6 da manhã, e beber e beber e beber e cantar e gritar e fecha um bar e vaipro próximo e assim vai.
e só de sentar aqui com a Bia e rir da fazenda dela, ou ter esses conversas loucas com o Lucas ou co a MArta no msn, ou contar as horas pra quando o Allan chega e nem conseguir dormir a noite... mas disso eu não reclamo, claro.


Só queria que as coisas pdessem ter um meio termo! Ia evitar muita desgraça pro meu lado, muita atitude impensada, muita coisaescrita, falada, chorada, sentida.

Ai, ai.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

eu gostaria de sentar e escrever tudo o que eu estou sentindo...
mas eu acho que aí, seria a gota d'agua.


as coisas tomaram um caminho que eu não esperava. e nada que eu pudesse fazer mudaria isso.




estar longe é uma coisa chata por si só. quando você vê coisas acontecendo que você poderia estar lá e dar um apoio, sei lá... mas não pode. isso é muito chato, realmente.
mas o mais chato de tudo, é quando você percebe que tanto faz como tanto fez.
e tem tantas, tantas coisas que eu queria poder falar!




queria poder falar como foi uma decepção pra mim, das piores!, ser muito melhor recebida pelo henrique e pelo allan, e ter muito mais vontade de estar lá do que em outros lugares.
da decepção que eu senti no domingo quando cheguei na casa da marta e vi todo mundo muito triste e chateado por a gente ter que ficar mais um dia. a gente estava completamente sem casa, nem pra dormir, nem pra tomar banho, nem pra sentar no sofá e esperar a tarde passar, e ninguém se manifestou. cada um começou a falar sobre como estava ocupado naquele dia e não poderíamos se ver. eu não tinha um centavo no bolso pra comer, e ninguém ofereceu almoço, ou casa, nada. só quem ofereceu foi o allan, e foi por isso que fomos pra lá.
a decepção de ver gente que eu sempre coloquei em primeiro lugar tratando o allan com tanta grosseria, sendo mal educado, olhando com desprezo pra ele. ele que sempre gostou tanto de vocês e nunca fez nada pra ninguém.
a decepção de não poder dizer o que eu estou sentindo, de todo mundo me olhar torto, de me julgar por estar triste, como se a culpa fosse minha.
a decepção de ter sempre negado a aproximação de qualquer um, e de ter renunciado a amizade de um monte de gente, por achar que quem eu escolhi pra ser meu porto seguro sempre seria.
a decepção de ver opiniões mudando pela presença de outras pessoas.
a decepção e ouvir da marta, dia 22 de julho, que 'nem vamos sair amanhã, então, né?'. ou 'essa festa é uma péssima idéia, não vai dar me nada, vamos no primo's, mesmo'.
da decepção de no dia do meu aniversário, sentada na mesa com só gente que eu amo, ver a marta chegando mais tarde porque saiu com o camberva antes, sentada do lado dele, conversando só com ele, indo embora mais cedo.
a decepção de na primeira noite em Itapeva, todo mundo sair, a gente se divertir pra caramba, e a marta ir sair com o camberva.
a decepção de sentar na cama da marta com a bia, e ser tratada com tanta indiferença.
a decepção de não ter reaalmente o que comer e ter que ir na casa do allan, para poder comer e depois ouvir pessoas reclamando que eu passei a tarde lá.
a decepção de saber que todo mundo sabe muito bem que eu tenho muito ciúme da tata e do allan, e assim que eu saio de perto, camberva e marta começando a falar maldades sobre os dois, sentados na mesa sozinhos.
decepção de saber que eu conto minhas coisas e do allan pra algumas pessoas que depois ficam falando na mesa com o camberva do lado, abendo muito bem que dpeois o camberva conta pra todos os meninos.
a decepção de saber que eu contei algo muito particular meu só pra bia e pra minha mãe, apenas, e a bia contou só pra monique e alguns dias depois vir o rodolfo(???) perguntar pra mim sobre isso ._.
a decepção de ter relevado tudo isso porque eu também sei que pisei na bola com muitas coisas, que também mudei demais, que as coisas não são mais como eram, e isso não é necessariamente ruim. e então, eu, idiota que sou, sinto necessidade de falar sobre o que estou sentindo, e quando tento ser o menos objetiva e clara possivel, porque não acho que ninguém precisa ficar sabendo dessas coisas, gente que eu sempre confiei vem fazendo um estardalhaço, dizendo que eu fico de 'indiretinha', que eu finjo ser triste(???), que eu sou louca, que eu só falo merda, que eu fico julgando. a pessoa vem falar que eu digo que não suporto tais coisas que eu tenho em mim, quando ela com certeza não tem nem a miiiinimaa noção de pra quem eu tinha dito aquilo num ataque de ciumes, e que logo depois eu apaguei. e okay, quer falar mal de quem fala com o que você chama de 'indireta', mas ninguém teve a capacidade de falar nada na minha cara, muito menos você. e, sério, eu não tenho toda a experiencia do mundo. mas não aguento sermão de gente que não sabe dos meus problemas, não entende nada do que eu falo, SIM, porque 'indiretas' tem interpretações, e assim como eu posso muito bem estar entendendo errado as suas, você também pode, né?, e não pensa sozinha.



essa foi a gota d'agua pra tudo que eu estava sentindo, e agora não sei mais como as coisas vão ser.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Em agosto de 2007, voltei das primeiras férias que passei em São Paulo. Sofri feito o diabo. Chorava o tempo todo. Não tinha com quem sair, passava as sextas e os sábados a noite no telefone com o Zé, rindo, só pra passar horas chorando depois de raiva pura. Putz, era sofrido.
O problema é que eu me lembrei por um mês como era morar lá, e voltei praquele lugar que gritava: 'SIFUDEUCURTEAVIBEPQTUMORAAQUIAGORALARANJA'. [embora naquela época as gírias não fossem 'laranja', nem 'vibe']. Eu gostava de Itapeva... mas amava São Paulo. Férias em Itapeva era incrível, mas morar lá era um saco. Eu não tinha amigos. Quando passei a ter... aí sim virou a maravilha do mundo. Mas antes, com 17 anos, eu era incapaz de me divertir sem amigos.



Mas um dia a gente cresce, eu percebi nessas férias. Quer dizer, eu já sabia, mas tinha terror dessa sensação. Acontece que um dia a gente não precisa mais ser um gominho nem de outros gominhos pra ser a mexerica inteira. Eu aprendi a não ser mais um gominho. Aliás, isso veio totalmente naturalmente. [eoecooecooeeeco]. Voltei pra Americana com medo de afundar em darkness de novo, mas foi bobagem da minha parte. Nada mudou de hoje praquele agosto de 2007, eu continuo sem ter amigos com quem possa sair e tal. Mas hoje não preciso mais disso.
Hoje eu sou muito Nádia, não preciso mais de um rebanho, e tenho sim algo que eu não tinha da outra vez: à mim mesma.

Me desgarrei do rebanho. Não digo que sou uma ilha, só digo que não preciso mais de mil pontes com o mundo exterior. E isso não é doloroso, é fácil e gostoso. Só sabe o valor de sentar numa praça sozinha com um livro e um maço de cigarros quem sabe o valor da solidão e do silêncio.

Em Itapeva sou menina, adolescente, com a turminha da escola, gritando, rindo alto, fazendo escândalo. É taãããõooo bom *__*
Em Americana sou uma mulher, livre. Livre pra poder ir onde quiser, poder pensar o que quiser, poder fazer o que quiser. E todos os medos que eu tinha em relação à isso eram bobagens. Na terça-feira, primeiro dia de volta das férias, andei por aí á toa, e percebi que é isso aê, manow. Não tem valor poder vagar por aí, flutuando, mudando de forma, às vezes trovejando, às vezes chovendo, sem pedir nada pra ninguém, nem ter que marcar encontro, explicar atitudes ou atrasos, explicar escolhas, ter que fazer escolhas! Só eu.


Sou uma nuvem.
Eu queria que todos entendessem isso.
E também quero deixar claro que as presenças de Allan e Bia, as pessoas que eu mais convivo, não tiram em nada essa minha liberdade. Porque nós somos todos umas três nuvenzinhas no céu, embora Allan venha a morrer com essa informação, AHHAHA

E outra coisa: antes de fazer 19 eu estava aterrorizada em me 'tornar mulher', sentia estar amadurescendo amadurescendo, a ponto de não ser mais broto e cair da arvore.
Medinho a toa, foi.
Eu cai sim.
Mas a queda foi macia.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

odeio gente mal educada.
odeio gente que é mal educado com gente que eu amo.
odeio gente que é mal educada nas minhas costas e/ou nas costas de gente que eu amo.
odeio gente que além de ser mal educado com quem eu amo pelas costas, ainda faz isso num lugar onde facilmente qualquer um pode ouvir e me contar.
odeio a falsidade dessa gente.


mais do que tudo, odeio me ver nessa situação de ódio.
e principalmente: odeio sentir a sensação de odiar quem eu na verdade, amo.