segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Top Melhores do Mundo - a Lista Definitiva (e Revisada) - PARTE I
[do meu ponto de vista e na minha vida]


Música.

• Banda of ALL TIME: THE BEATLES.
Não há o que descorrer sobre o assunto. Na falta de qualquer outra banda do mundo - OU DE TODAS - ninguém sairia perdendo, se houvesse os Beatles. Não prometo que na falta de Exaltassamba as menininhas se satisfariam com a ATUAL formação e discografia do FabFour, mas sempre tem aquelas letras do Paul mela-cueca pra você ouvir e pensar no seu amado, e fazer um charme pra ele colocando-as no subnick no msn ;)
• Banda com menos de quatro albuns: JET.
Nic e Chris Cesters são os irmãos mais fodas da música. E são, cara. Melhor que Followills, melhor que Gallaghers, que os Jonas, que a Família Lima, que os CHEMICAL BROTHERS, que o Supla e o irmão dele. Não arrisco dizer que são melhores que Sandy(♥) e Junior, mas esses tem bem uns 15 albuns, então quem sabe quando os Cesters lançarem essa mesma quantidade os terão superado :)
A questão é que as letras são incríveis. As melodias são incríveis. E me faz feliz, quero dizer, se eu estivesse me preparando pra pular de uma ponte e o shuffle trouxesse qualquer música do Jet aos meus ouvidos, eu pararia na hora. NA HORA. Pra mim basta.
• Banda Brasileira: RPM.
fato.
• Banda de voz feminina: SECOS E MOLHADOS.
Que? Não era uma mulher? Mesmo assim.
• Banda de Macho: AC/DC
Hoje eu descobri que ainda não posso ouvir AC/DC sem chorar pensando que eu não fui no show deles.
• Cantor: posso falar que eu gosto do AL GREEN?
eu gastei muito pouco tempo pensando nesse quesito, porque eu lembrei dele e tipo, achei bom e já era. Ele pode não ter a melhor técnica do mundo, mas a voz dele me enche de emoções diferentes: saudade, amor, tristeza, felicidade, medo, tesão, raiva, alegria. Talvez se eu levasse mais de dois minutos e analisasse mais candidatos não seria ele o escolhido, mas nesse exato momento, é ele sim.
• Cantora: DEMI LOVATO
Ah, ela é uma pessoa linda, além de ter um talento na voz que até irrita. E eu posso achar a Ella e a Etta e a Aretha melhores, mas a Demetria tem tipo 17 anos. Por favor. E outra coisa, eu gosto de rock and roll, saca? E de rockabilly, de punkrock, e de classic rock, de rock psicodélico, de mpb e de samba clássico. E de Demi Lovato! Incrível.
• Melhor começo de música: WAR PIGS - BLACK SABBATH
♪Generals gathered in their masseeeeeeeees just like witches at black masseeeeees. in the fields the bodies burniiiiiiing as the war machine keeps tuuurniiiiiiiiing.♪ Simplesmente dá vontade de cantar.
• Melhor final de música: TEDDY PICKER - ARCTIC MONKEYS
Acho legal porque na gravação o Alex faz sem pausa, ao vivo faz com pausa, e aí quando todo mundo faz com pausa ele nos surpreende novamente e faz sem pausa, e a gente nunca sabe como a música termina. Acho massa. ♪ When there's people like... you♪'
• Melhor refrão: não sei.

mas respondo deposi!

domingo, 10 de janeiro de 2010

eu FINALMENTE saquei qual é o problema!


o jeferson disse: 'don't you worry about a thing, cause every little thing is gonna be alright'

alright. aí é que está!
alright está sim.
mas não somos, nunca fomos meninas de 'alright'.
nós somos meninas de AWESOME. alright não convence.


e awesome nunca mais seremos, não. alright vai TER QUE ser bom o suficiente.

'alright' is alriht.
'awesome' is AWESOME!

deu pra sacar?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

odeio a sensação mesquinha e destruidora de odiar alguém.
nunca nada mexeu com a pessoa que eu sou, com a minha felicidade e minha paz como odiar essa pessoa.
odiar é o tipo de coisa que você acha que sabe o que é, mas quando sente, leva até um tempo pra sacar o que é. é que aí você odeia a si próprio e a pessoa ao mesmo tempo.

quando você chega muito perto da sua paz de espirito, da coisa que mais vai te fazer feliz e aí chega alguém e faz questão de estragar tudo, é foda.
e depois de um tempo eu comecei a me tocar: ela não quer me ver longe dele porque o quer perto dela, porque o quer, do jeito que eu quero. ela só quer me ver longe dele.
pelo simples prazer de saber que não perdeu.
ela não o que perto dela, ela só quer ele longe de mim.

você sabe o que é pensar e repensar mil vezes se você é boa o bastante pra alguém e quando você mesno espera, aquela que a pessoa que você quer ser igual actually considera como igual, decreta que você não presta? e tenta de todas as maneiras tomar o que é seu pra ela. 'essa não é boa pra você'. sabe o que é ter seus medos mais irracionais e profundos expostos na sua cara dia após dia, só de lembrar do rosto, do nome de alguém?

e o que potencializa esse ódio que me faz chorar todos os dias e desejar morrer é que eu não odeio apenas aquela menina mesquinha, infantil e arrogante. ela me faz odiar quem eu amo, me faz odiar a mim mesma. porque?

porque eu a odeio e ela simplesmente me despreza.
eu posso ter passado pormuita coisa nos ultimos quatro meses, por inumeras coisas. mas 90% do que eu senti e sinto épor causa do fato de que ela não me considera nem ao menos uma desafiante, ela só me despreza. e eu não consigo desprezar ela!!!!!! não consigo!! nem por nada!! eu tento todos osdias,mas não consigo depreza-la, só consigo odiá-la. e isso faz com que eu me sinta uma bostinha de pessoal, nada merecedora daquilo que eu quero amo preciso ._.


mas o que eu sei com muita certeza é só isso: ela não tem a menor idéia da oponente dela,do que uma pessoa consumida pelo ódio pode ser capaz. e se eu aguentei até agora, posso aguentar muito mais, até chegar a minha hora. ela ri de mim por eu ser boba, fraca, emocional. mas ela me transformou em alguém forte, fria e calculista. e quando for a minha vez, quando eu estiver frente a frente com ela, eu vou mostrar quem é quem.
e o principal: eu não vou abrir mão, não vou desistir do que me faz feliz.

boa sorte pra ela. [não]

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

me perco numa sucessão decoisas que quero quero quero quero, poucas que eu posso conseguir.
e todas as minhas vontades são altamente conflitantes, e eu não consigo entender nada.
e daí veioo maiorerro que eu cometi na minha vida:



a verdade é que o peso do erro que eu cometi nas ultimas semanas, um erro fruto de um egoísmo inigualável, provavelmente vai destruir a minha vida, e só não vai destruir a de outras pessoas, porque essas tais são feitas de rocha. e mesmo que não destrua... esse peso vai ficar nas minhas costas até o dia em que eu morrer.


eu sempre achei que erros fossem coisas concertáveis. mas você gosta de querer me ensinar coisas, ou quer fazer eu sentir um terço do seu sofrimento (e eu sei disso porque muitas vezes eu não consigo resistir a esse prazer mórbido de ver você sofrendo o MEU sofrimento). você insiste em fazer dos meus atos erros irreversíveis, e eu te odeio por isso.
te odeio principalmente porque você é quem mais vai sofrer com o meu egoismo e meu amor por você, e apenas dessa vez, você podia diminuir o seu próprio sofrimento! mas prefere sofrer só pra me fazer sofrer também!

esse sentimento de dividir é uma coisa muito estranha. relacionamentos são feitos de divisão, todo mundo sabe.


apesar de parecer que se a gente dividisse mais felicidade do que sofrimento a gente seria mais feliz, a sabedoria que vem do nosso amor nos ensina, instintivamente: há muitosque podem dividir felicidade comvocê, e essa é uma troca rasa. mas quando você divide sofrimento, quando você sabe que toda a dor não cabe em você e que aquele coração adjacente não passa de uma extensão do seu, aí você vai dividir a dor consigo mesmo. e aí o outro se torna uma extensão de você mesmo, uma parte e um complemento.


aí a troca é profunda, a ligação é uma coisa maluca, e não há mais 'dois'.



felicidade, por maior que seja,cabe emvocê,amigão. e mesmo assim vai vir um monte de gente querendo dividir.




de um jeito ou de outro, eu não quero ver você sofrer, mesmo sabendo que você 'não precisa de mais ninguém'. e eu estou aqui.


sete meses de 'update relantionshop status'.

domingo, 27 de setembro de 2009

Estou saindo, acho;



enfiei na minha cabeça bem forte que nós vamos pra São Paulo ver o AC/DC e ficar uns bons dias-dessestress-pré-vestibular por lá, ver o Faichecleres com a Mônica e a Bia, ir na Funhouse com todos os paulistanos que eu amo, passar o Natal na minha vovó, que eu vou passar no vestibular, que o Allan vai pra Itapeva e vai voltar antes que eu pisque meus olhos, que de alguma maneira mágica eu vou poder passar o reveillon com a Marta, a Monique, a Bia, a Duda, a Dri, o Jeh e o Net do meu lado - SÓ NÓS - em algum lugar do mundo que não me interessa, que dia 2 de março começam as aulas, e vai haver uma foto minha com UNICAMP escrito na testa e uma camiseta escrita FOI MAL, A MINHA É ESTADUAL no meu corpo passando no telão do Objetivo, no meio de todos os outros bixos do Mackenzie, da Puc, do caralho a quatro, eu vou poder me mudar, e vamos morar eu, o Allan, o Gustavo e o Matheus, e vou conhecer muita muita gente e ir à muitas festas, e vou falar/ouvir/ver história 24 HORAS POR DIA!, vou conhecer um monte de gente que vai saber que se eu gosto de ler, gosto de filmes, gosto de falar sobre coisas chatas e filosoficas, gosto de fumar, gosto de passar a tarde/noite sentada na grama conversando sobre a vida, gosto de ter sede de conhecimento, é porque eu sou assim, por mim mesma, e eu nunca ME TORNEI essa pessoa, por nada nem ninguém: eu nasci assim.


A questão de 'completude' me é tão clara agora, TÃO. Porque eu sempre fui 60%, 70% completa, por estar longe de São Paulo e só poder falar pelo telefone, pelo msn, por carta com meus amigos, por não ter um broto, por não ter um bom relacionamento com meu pai. Mas mesmo assim, eram coisas contornáveis, e eu sabia viver dessa forma.

Agora eu namoro meu melhor amigo, me dou muito melhor com meu pai.
Eu não quero ofender ninguém com o que eu vou dizer agora, mesmo porque eu acho que não é nenhum segredo pra quem está na minha vida agora:
mesmo sendo muito feliz, muito mais do que eu esperei ser, muito mais do que eu mereço ser em partes especificas da minha vida, eu nunca me senti tão vazia.
Parece que falta 80 e tanto por cento da minha alma, e eu não consigUIA entender!
E todos me falam 100% do tempo que eu devo deixar isso pra lá, viver como eu posso, focar no futuro.
E pra mim isso é uma ofensa.


Eu não quero mais que ninguém mais fale comigo. Eu não quero ver as pessoas agindo como se eu fosse contagiosa. Eu não quero saber que as pessoas que eu sempre achei essenciais na minha vida - e agora tudo o que eu estou passando só me confirma tudo isso - acham que tudo o que eu sinto é frescura e vontade de continuar doente.

Mas a coisa que mais me surpreende sobre isso é que simplesmente não me importa.
Não me importa. Odeio todo mundo ficar dizendo que eu devia esquecer qualquer coisa que tenham OU NÃO me feito, dito OU NÃO dito, deixar pra lá, não pensar sobre isso que logo passa.
Acontece que eu eu não quero. Eu quero elas falando comigo, me mandando scraps, me contando coisas por depoimento como deveria ser.
E eu pedi milhares de perdões de todas as formas por ter magoado quem quer que fosse. Mas eu realmente acho que tem coisas que a gente tem que aceitar sobre nós mesmas, e sobre as outras.
Me arrependo de ter passado taaantas tardes com o Allan em julho. Queria ter podido ter algumas noites no bar, ou na rua, na chuva, na fazendo ou em qualquer lugar sozinha com a Marta. E com todas as outras. O tempo que a gente passou juntas, todas nós, foi muito bom. Quase todo, rs.
Mas o fato é: dia 23 de julho, ele e minha irmã fizeram o impossível pra me fazer um bolo. E eu sou grata por tudo que ele e o Henrique me fizeram.
E eu sei que depois que eu voltei, eu falei falei falei falei falei um monte de coisas - NOVENTA POR CENTO merda, claro - e não tive capacidade pra ouvir ninguém. Me arrependo POR BOSTA.
MAs eu li de pessoas que eu amava que eu bancava a louca e podia bater a cabeça na parede se quisesse, só não podia encher o saco de ninguém, e logo em seguida ler que as pessoas me amavam como ANTES, solteira, em letras muito claras, tipo, não fui eu que interpretei errado, tava lá escrito. Quatro vezes. E eu tive que ler isso enquanto minha cabeça não era capaz de um unico sentimento feliz, nenhum momento de paz, quando eu ia afundando em depressão e a morete era tudo tudo tudo o que eu queria. Eu detesto falar essas coisas, pq fico com medo de soar 'drama' e/ou 'encheção de saco'. Mas são os fatos.


O fato é: todas esperávamos coisas diferentes. Acho que não fiz nada ainda pra tentar fazer as coisas voltarem o máximo possivel como antes porque eu TÔ MORTA COM ESSE ASSUNTO, JÁ, não aguento mais pedir desculpas e explicar, e eu tbm sou uma pessoa que não consegue pedir desculpas sem lembrar os outros dos próprios erros, e isso fica uma coisa sem fim que me deixa tonta,

Mas o fato é que eu dormi a noite inteira no meu quarto, sem nenhum pesadelo e não acordei chorando, depois de dois meses disso.
Eu estou me sentindo cada dia melhor, e agora tudo o que eu precisava, DESCULPA DIZER MAS EU NÃO AGUENTO MAIS, é de uma tarde falando bosta e rindo muito, sem nenhuma palavra sobre nenhuma briga, nem nada, com Marta Maria de Almeida.



'só queria saber o pecado que cometi pra perder minha melhor amiga.. só isso.'





[Allan, Beatriz, Henrique, Adriele durante as férias, Jeferson no últimos tempos e Elena sempre. Um obrigada do tamanho do mundo e do que vcs fizeram pra mim eu nunca vou esquecer, desculpe qualquer coisa]

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Oito.

lá estava ela sentada na calçada, faltava pouco pra amanhecer. eles estavam juntos, andando e conversando há algumas horas, mas pareciam minutos. na verdade, pra ela, parecia que ele a conhecia mais do que ela própria e isso a assustava. achava injusto. queria poder dizer o mesmo: 'esse aí eu conheço há alguns dias, estamos conversando pela primeira vez há algumas horas, e já conheço todos os seus mistérios...'. talvez não conhecesse realmente. mas podia enxergar as janelas daquela alma. isso a assustava. ela tentava prestar toda atenção no que ele estava falando, mas não conseguia. não conseguia parar de pensar na estranheza daquilo tudo e aonde aquilo ia dar. planejava, sem ao menos saber o que ele queria dela. olhava naqueles olhos e pensava: 'isso não é justo. como ele pode ter tanto poder sobre si mesmo? e porque só algumas pessoas que conversam com ele por horas e horas e horas conseguem ver que ele não é louco, nem arrogante, nem pedante, nem grosseiro? não é possivel que ele goste de que pensem isso sobre ele. acho que ele não tem escolha...'
ela queria muito entender tudo o que ele dizia, não apenas sobre música, sobre livros, sobre o seu universo. ela parecia saber exatamente o que dizer sobre as dúvidas mais profundas que ela tinha, entender o que ela sentia melhor do que ninguém. ela se sentia nua e sem defesas. mas gostava. ela precisava demais entender o que ele dizia. 'você pode entender algo, imediatamente. mas compreender, é algo muito mais complexo e completo, e pode levar anos', ele disse. ela dizia que entendia, mas sem saber muito bem quando iria compreender. e se preocupava em manter o sorriso e o resto sereno, responder tudo da forma mais surpreendente possível, mostrar pra ele como ela podia um dia compreende-lo.
e a noite tinha passado, e ela não conseguia deixar de pensar que agora ela já se sentia muito melhor do que há algumas horas atrás. e que ela já entendia mais de si mesmo e dele próprio do que no começo daquela caminhada; isso a espantava. 'foram 4 horas. as 4 horas mais complexas, esclarecedoras, bonitas, divertidas e ALIVIANTES da minha vida.'
agora lá estava ela. ela nota ele se mexendo, não entende, até fica meio assustada. então ele deita no seu colo e pega sua mão.
'estou fazendo cocégas?"
ela notara que ele passava seu polegar de um lado pro outro da mão dela. queria responder: 'queria poder sentir isso pra sempre', mas mesmo na sua cabeça essas palavras soavam ridiculas, patéticas, piegas. ao inves disso, riu e disse: 'não, não, é gostoso!'
riam, riam, riam... ela se sentia muito bem. não costumava conversar tanto com desconhecidos, nem sair andando pela madrugada com desconhecidos, nem ir do outro lado da cidade, em um lugar que ela não conhecia, com desconhecidos. entretanto, lá estava ela. e ela não sentia medo. não mais.
há alguns dias, tudo a assustava, e ela via tudo o que fazia como a última coisa que faria em muuuuito tempo. sabia que ia embora. se torturava pensando nisso o tempo todo. o tempo todo.
menos naquelas horas, naquela madrugada. ela tinha se esquecido.
e ele a lembrava: 'quando você vai embora?'
'dia 25 de janeiro'
'eu vou no final de fevereiro. aí a gente pode se encontrar lá, né? tomar umas cervejas, ouvir um rock and roll!'
ela sorria sem ao menos perceber o movimento dos seus lábios. passava seu polegar pela palma da mão dele também.
então ele levantou, bruscamente.
'vamos ouvir música na minha casa?'
'aaaaah... não sei... melhor não, está tarde! tenho que voltar pra casa. tem gente me esperando lá'
e então, de repente, ela sabia o que ele ia fazer em seguida. e ele fez.
e ela não sabia mais o que fazer, nem o que responder.
se levantaram, e deram as mãos. ela parou por um instante, tentando entender a verdadeira importância do seu próximo passo, o primeiro de muitos.
e assim que realmente o deu, compreendeu.

assim foi a madrugada de 15 de janeiro e 2009.


e já faz oito meses!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

As vezes eu fico pensando bem forte porque as coisas acontecem do jeito que acontecem... perco o sono. E não acho resposta.
Eu me lembro de quando fui pra Itapeva, fiquei meses pensando sobre isso. Sobre a vida, sobre porquês. Não me adiantou de nada. Tudo que veio, veio porque veio e por vir. Só pra vir.
Não adianta. Pensar no porquê das coisas está se provando o caminho mais rápido pra me deixar louca.



Por isso eu larguei do meu fotolog, por exemplo. Chegar no fim do dia e ter que fazer um resumo de tudo o que eu passei acaba sendo mais torturante do que viver. E por isso eu tinha trancado antes o guestbook: é mais torturante ainda pensar no que as pessoas felizes e despreocupadas pensam quando lêem as coisas que eu escrevo. Porque eu sei o que elas pensam: drama-chilique-enxeçãodesaco-chatice. E esse é também um dos motivos principais de eu não querer ter mais um fotolog; eu acabo sempre lendo o que escrevem. E não faz bem pra mim.



É extremamente patético e doloroso ficar relendo as minhas dores por aí. Eu não consigo mais sentar, pegar minha a genda e escrever o que aconteceu. Não consigo mais postar aqui, nem no fotolog e não entro mais no msn. Porque ontem eu fui falar com a Marta, e não tem jeito. Todas as vezes que eu falo com ela fico tão vulnerável, me sinto uma menina de 15 anos, antes de eu perceber já estou falando como uma louca, porque eu acho que ela, de todas as pessoas do mundo, vai entender o que eu passo, porque eu passo e vai me ajudar a sair. Mas eu sei que não é agradável pros outros ficar ouvindo [lendo], e muito menos ver. Eu penso mil vezes antes de escrever as coisas, porque eu sei [rrrrrrrrrrrepito] o que as pessoinhas tranquilas pensam quando leem essas coisas.
Eu queria que as coisas não fossem assim, e fico pensando o tempo todo sobre o porque de serem.
As vezes eu acho que não vai dar certo, enfrentar sozinha tudo o que eu estou passando JUSTAMENTE por estar sozinha! É um paradoxo tão doido que só faz sentido na cabeça da minha psiquiatra, mesmo.
É como eu disse: pensar no porquê das coisas está se provando o caminho mais rápido pra me deixar louca.
E isso aí não é só opinião minha. E antes fosse apenas drama.