quinta-feira, 21 de maio de 2009

You're my power and my weakness.




Cara! Foi uma tarefa hercúlea!
Odeio USBs, manoowww.
Eu passava o post pra esse pc, chegava aqui e não abria. Aí o pc velho, onde eu tinha escrito tudo originalmente pifou, não conseguia mais ligar.
Aí ontem consegui :D
Peguei o post e aquê está.


beijos cor de arco-iris.

Parte II.

O mundo é grande e cabe
nessa janela sobre o mar
O mar é grande e cabe
Na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
No breve espaço de beijar.

Carlos Drummond de Andrade, diz esse anúncio para o qual estou olhando no metrô. Nossa, já é quase 12 de junho. A última mulher que eu gostei o suficiente pra chamar de namorada me chamou de doido, me jogou na cara o whisky que eu estava bebendo, sumiu pela porta. Nunca mais a vi. Ela se chamava Susana. Era uma delicinha. Gostava de rock and roll e filmes pirados. Eu não tinha paciência para os filme pirados mas comecei a vê-los com ela, até comecei a criar opiniões. E eu gostava bem mais de blues, mas aprendi a tocar Led Zeppelin por ela. E no final, ela me deixou por que disse que eu deixei minha personalidade pra trás. Eu não entendo as mulheres. Estou quase virando gay. No Reveillon quase beijei um cara, mas imaginei daquela barba roçando em mim e senti nojo. Eu não sei o porque desse problema que eu tenho com as mulheres. Outro dia conheci uma menina que gosta de música. Música boa, eu quero dizer. E livros, e filmes. Quase faz a gente achar que pode vir alguma coisa boa desse mundo feminino. Não que eu realmente entenda merda alguma dessas coisas. Mas me acostumei a lidar com pessoas, mulheres principalmente, totalmente vazias e obtusas. Acho que sou uma dessas pessoas, também. Pra elas, pelo menos. Pra algumas dessas mulheres que andam por aí que são boas de foder e mais nada, eu não passo de um fracassado, que gosta de falar de gente morta. Eu gosto mesmo, fazer o que. Elas não entendem. Por isso que vou virar gay, seu eu puder. Mas duvido qua algum homem entenda, também. Não falo com meu melhor amigo, por exemplo, desde fevereiro. As coisas andam malucas, tudo muito rápido. E ele tem uma mulher, sabe.
Na verdade, mal senti o ano passando por mim. Não estive lá muito ocupado... só... sei lá, bêbado. Eu quase nunca estou ocupado, tenho muito tempo livre. As crianças já se acostumaram com o fato de eu nunca preparar aulas. Algumas mães reclamam, mas os filhos no final das contas sabem falar das guerras e das sociedades antigas, é isso que pra elas importa. Então eu passo o tempo todo tocando gaita e ficando a toa. Eu escrevia livros, e isso me tomava tempo. Mas no último, ano passado, enchi o saco daquela merda. Eu costumava sentar no computador, me concentrar e mandar bala. As palavras vinham nos meus dedos e eles iam direto nas teclas. E assim eu ia, espancanando o teclado, dizendo muitas coisas. Eu não dizia nada. Metade daquilo soava falso, a maior parte não parecia ter sido dito por mim. Eu nem sei como me meti nessa de escrever livros, é uma história meio complicada. Eu namorava uma garota que costumava me dizer sempre como aquela merda que eu escrevia era profunda e verdadeira. E outros adjetivos igualmente toscos. Ela era mais velha que eu e tinha pernas lindas. E um corte de cabelo moderno. "Moderno". Odeio como hoje para ser moderno tem que ser retrô. Retrô, essa é boa. Depois eu descobri que ela andava dando pra um editor igualmente moderno, como ela.
Era um velho e ainda assim mais moderno que eu, com meus 17 anos. E lá se foi, com ele. Não antes de colocar ele na minha vida pra me explorar e tirar toda a pouca e besta criatividade que eu tinha.
Me lembro até hoje do sacana:
- Francisco, você precisa publicar esses poemas! Eu posso dar um jeito nisso. Mas você precisa se organizar, trabalhar duro, tomar mais whisky e esquecer um pouco da Ana...
- Chico. E com certeza você não está me pedindo pra virar um alcoolatra, né.
E eu pensava: "Ele quer que eu deixe a Ana pra lá pra poder comer ela na minha cama enquanto eu trabalho na cozinha, bêbado e sem reparar em nada." Mas comecei a dar pra ele os poemas que escrevia. Comecei a beber bem mais. E ela foi embora com ele.
Eu tinha 17 anos e descobri: se você não fode eles, eles fodem você.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Parte I.

[não esperem muito, eu escrevi isso antes de dormir e eu escrevo que nem minha cara. e outra coisa, não é pra crianças, viu. não leia se você for ficar ofendidinho com palavrões ou sei lá o que. eu tava pensando na vida e essa história veio na minha cabeça há uns dias atras. então eu sentei e digitei. amanhã eu posto a Parte II]



O despertador acabou de tocar, mas já estou acordado há quase uma hora. Há anos não consigo dormir por muito tempo. Eu deito e fico olhando o teto, pensando na vida, elaborando poemas na cabeça ou ouvindo um blues. Depois de umas horas durmo. E assim que o sol entra na janela eu acordo. E já levanto.
Eu moro num apartamento bem pequeno na Vila Madalena, que meus pais compraram pra mim quando eu fiz 18 anos. Eles tinham muito dinheiro e mal poderiam esperar pra se livrar de mim. Eu sempre fui muito quieto e nunca dei verdadeiros problemas, mas minha mãe sempre me diz que se sentia culpada toda vez que olhava pra mim e via nos meus olhos meu desconcerto com o mundo. Pra evitar sentir culpa, evitava olhar pra mim. Meu pai bebia bastante, e tratava minha mãe muito mal. Mesmo com esse negócio da culpa e tudo o mais, sempre fui muito com a cara dela. Ela realmente se sentia mal pelo o que eu estava me tornando, mas apenas não sabia o que fazer. Meu pai queria que eu fosse médico. Eu quis ser professor de história. Minha mãe dizia que eu ia me tornar alguém culto e me mandou pra faculdade de história. Meu pai nunca engoliu. Sempre faz questão de contar à todos como eu sou uma decepção por gostar de Alexandre e não estar nem aí pro consultório e tudo o mais. 'O Grande?? Grande? Isso é coisa pra veado, que piada!'. E ri. Então ele me deu esse apartamento e disse que eu podia dividir com alguém. Sempre dividi com garotas. Namoradas e tudo o mais. Nenhuma fica muito tempo. Agora eu moro com um camarada chamado Antônio, que faz a mesma faculdade que eu fiz. Ele é mais ou menos da minha idade, um pouco mais novo. Não sei quase nada sobre ele, só sei que tem muitos amigos e tem sonhos eróticos com a Pamela Anderson, porque ele fala muito alto quando dorme. E tem um senso de humor meio estranho.
Vou andando até o banheiro para mijar, escovar os dentes, tomar banho, a coisa toda. Me olho no espelho e vejo aquela figura da qual fugi e reneguei por tanto tempo, há tanto tempo. Sim, me tornei meu pai. A barba mal feita, os olhos meio vermelhos. Tenho apenas 25 anos, mas aparento muito mais. Até aquela barriga escrota que ele sempre teve, eu já tenho. Acho que é por causa da cerveja. Uma coisa em comum nós temos, o gosto pela bebida. Aliás, a ressaca está me matando. Acho que não posso mais beber dessa maneira. Foda-se. Ninguém se importa, realmente. Tirando uma ou outra vagabunda de vez em quando e alguns amigos também professores tão fudidos quanto eu, não tenho mais ninguém. Entretanto, não sou o que se chamaria de infeliz. Gosto daqueles muleques na escola, de quando eles mostram estar aprendendo alguma coisa ou simplesmente dando a mínima pras coisas que eu falo. Eu realmente gosto das coisas que ensino, mas quase nunca vale a pena ser professor. Gosto de achar um disco bom por um preço baixo. Também gosto quando há lugar pra sentar no metrô. Sentar num balcão de bar e beber toda noite enquanto falo sozinho com alguém que não está lá, geralmente pessoas mortas, é um hábito que adquiri com os anos, mas não me torna tão patético quanto as outras coisas. Um pouco menos, acho. Sei lá, depende de como se olha. Não espero que ninguém entenda. Só quero que me deixem em paz.
Um barulho na porta me desperta dos pensamentos.
- Caralho, você tem mesmo que demorar tanto no chuveiro, porra? Deve estar batendo uma punheta, aí.
Esse tipo de coisa não me dá vontade de responder. Quase nada do que ele fala eu gosto de responder. Sempre achei que é por isso que me dou bem com ele, quase não há conversa. Se quer ter um relacionamento cem por cento com alguém que não gosta muito, é só não conversar com ela. Entre eu e o Antônio dá certo. Sei que ele me acha estranho, mas ele tráz uns livros bons da faculdade. E ele gosta de quando eu toco a gaita. Então dá certo. Pelo menos até agora.
Vou perder o ônibus pro metrô. Melhor correr.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Eu escrevi um texto muito legal, mas foi no outro PC. Na verdade é a história dum cara, dum loser. Em várias partes. eu queria postar logo a Parte I, mas esqueci de pegar, HUAHSUASUAHUSHUUA

Juro que logo logo posto. Enquanto isso vou postar uma otariedade.

1. Pegue o primeiro livro que encontrar por perto, abra-o na página 18 e copie a quarta linha, de cima pra baixo
Momento de inercia polar.

2. Qual o último programa que você assitiu na TV?
Friends

3. Sem olhar, tente adivinhar que horas são:
23h50

4. Confira, agora são:
23h50!! maigod.

5. Que barulho pode ouvir além daquele do seu computador?
Blade Runner que o papai tá vendo.

6. Quando você saiu pela última vez e o que fez?
Sai sábado com o Allan. Pra comprar cigarros HAHAH

7. O que você está vestindo agora?
All Star, calça xadrez, camiseta do ac/dc e blusão preto de guri.

8. O que estava assistindo antes de começar este meme?
O que é meme?

9. Com quem você sonhou esta noite?
Com o Allan.

10. Quando você riu pela última vez?
Faz tempo.

11. Viu algo estranho hoje?
Um carão passou correndo pelo outro no cursinho, derrubou o celular do mano no chão, PISOU E QUEBROU :o

12. não vive sem
Beatles e meus amigos.

13. Qual foi o último filme que assistiu?
Operação Condor?? UAHSUAHSH Não terminamos de assistir, eu acho.

14. Se você ficasse milionário de um dia para o outro, qual seria a primeira coisa que compraria?
Passagem de ônibus CLARO

15. Diga algo sobre você, que a maioria das pessoas
ainda não saiba:
Eu gosto muito e já vi todos os filmes da Disney. Os filmes, não os desenhos.

16. Gosta de dançar?
Muuito

17. Que nome escolheria se tivesse uma filha:
Marta. Mas vou colocar Sofia porque eu sou uma pau mandada e gosto de ver o Allan sorrir.

19. E se fosse um menino?
Miguel *_*

20. último presente que ganhou
O Billy da Moh *_*

21. último cd que baixou
hehehehe, Get Back da Demi Lovato (Y)

22. último livro que leu
HP6

23. a perda mais triste do ano
Perdi o cover dos Beatles no Vinil e perdi o último ônibus duas vezes UHASUHAUHSH

24. Último show que foi
Pink Big Balls. Mas antes foi do Ultrage :DDDD

25. filme pra chorar
A Procura da Felicidade. Porque, né.

26. filme pra sorrir
Monty Python, CLARO

27. música pra chorar
Sentimental - Los Hermanos. Ou Cegos do Castelo, porque, né. [2]

28. música pra sorrir
Weezer, em geral.

29. cabeça, ombro, joelho ou pé?
Adoro ombros :B

30. uma frase sábia
- Berenice, segura. Nós vamos bater.


Juro que volto logo com algo menos babaca.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Quentin Jerome Tarantino.

Pelo menos gacto ele é. mas ele é muito mais *___*