Eu vou contar uma história agora.
Quatro meninas andavam pela rua numa cidade pequena do interior. Era noite, bem tarde. Elas estavam muito tristes. Então, coisa tão comum nessa rotina, apareceu uma festa! Elas sentaram e conversaram umas duas horas sobre ir ou não. Resolveram apenas ir descendo até lá, porque nada poderia piorar a tristeza delas.
Chegando perto, foi surgindo um pânico nelas. Elas olhavam aquela casa imponente e aquele portão enorme e não sabiam o que fazer. Uma delas teve uma idéia: vamos ligar para alguém lá de dentro. "A cobrar??". A cobrar, lá todo mundo tem dinheiro mesmo. E tem um lá devendo-nos favores. Esse tal havia estado numa festa na casa delas há uns dias atrás e DEFINITIVAMENTE devia favores.
Uma delas ligou e inventou uma história muito estranha, onde não havia nada de verdade. Ele disse: 'Quando vocês chegarem, dão um toque que eu abro a porta'. Mas... elas já estavam lá. E começaram a pensar: 'E agora? Vamos ter que esperar pra ligar, senão ele vai saber que estivemos aqui o tempo todo!" Nesse momento, elas se encontravam sentadas no chão, atrás de um carro azul, cuja placa, elas dizem nunca se esquecerem era BUR. Sim, Bur. Engraçado.
Ficaram lá mais um tempo num intenso ataque de bobeira, debaixo do carro BUR há uns 5 metros da casa do Neto Xither, quer dizer, da casa da festa da história, falando baixo e com um pouco de medo do que viria acontecer. Duas delas queriam ir embora, outras duas queriam ir na festa ver os homi.
Foi então que aconteceu. Dois meninos saíram da porta da casa em direção ao carro. Elas ficaram desperadas e tendo ataque de riso de nervoso. E se o caro BUR fosse deles?? E se eles atropelassem as meninas?? E se eles viessem perguntar: 'ué, vocês não tavam lá no Luís pensando em vir aqui, se pá? O QUE TÃO FAZENDO DEITADAS NO CHÃO?'. Então elas foram engatinhando, rindo como loucas. De repente, uma levanta, a outra, as outras. Começaram a andar normalmente, o mais normalmente possível. Os meninos passaram por elas achando um pouco estranho quatro meninas surgirem do chão, mas não disseram nada.
A humilhação foi tanta que elas juraram nunca contar isso pra ninguém, mesmo que no dia seguinte o resto da turma toda já soubesse. Elas acabaram indo sentar numa esquina beem longe e lá ficaram o resto da noite. Morrendo de vergonha e pensando: "É... foi a aventura final".
Me perdoem, Bia, Marta e Monique por contar essa história maravilhosamente tosca.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
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