Estou saindo, acho;
enfiei na minha cabeça bem forte que nós vamos pra São Paulo ver o AC/DC e ficar uns bons dias-dessestress-pré-vestibular por lá, ver o Faichecleres com a Mônica e a Bia, ir na Funhouse com todos os paulistanos que eu amo, passar o Natal na minha vovó, que eu vou passar no vestibular, que o Allan vai pra Itapeva e vai voltar antes que eu pisque meus olhos, que de alguma maneira mágica eu vou poder passar o reveillon com a Marta, a Monique, a Bia, a Duda, a Dri, o Jeh e o Net do meu lado - SÓ NÓS - em algum lugar do mundo que não me interessa, que dia 2 de março começam as aulas, e vai haver uma foto minha com UNICAMP escrito na testa e uma camiseta escrita FOI MAL, A MINHA É ESTADUAL no meu corpo passando no telão do Objetivo, no meio de todos os outros bixos do Mackenzie, da Puc, do caralho a quatro, eu vou poder me mudar, e vamos morar eu, o Allan, o Gustavo e o Matheus, e vou conhecer muita muita gente e ir à muitas festas, e vou falar/ouvir/ver história 24 HORAS POR DIA!, vou conhecer um monte de gente que vai saber que se eu gosto de ler, gosto de filmes, gosto de falar sobre coisas chatas e filosoficas, gosto de fumar, gosto de passar a tarde/noite sentada na grama conversando sobre a vida, gosto de ter sede de conhecimento, é porque eu sou assim, por mim mesma, e eu nunca ME TORNEI essa pessoa, por nada nem ninguém: eu nasci assim.
A questão de 'completude' me é tão clara agora, TÃO. Porque eu sempre fui 60%, 70% completa, por estar longe de São Paulo e só poder falar pelo telefone, pelo msn, por carta com meus amigos, por não ter um broto, por não ter um bom relacionamento com meu pai. Mas mesmo assim, eram coisas contornáveis, e eu sabia viver dessa forma.
Agora eu namoro meu melhor amigo, me dou muito melhor com meu pai.
Eu não quero ofender ninguém com o que eu vou dizer agora, mesmo porque eu acho que não é nenhum segredo pra quem está na minha vida agora:
mesmo sendo muito feliz, muito mais do que eu esperei ser, muito mais do que eu mereço ser em partes especificas da minha vida, eu nunca me senti tão vazia.
Parece que falta 80 e tanto por cento da minha alma, e eu não consigUIA entender!
E todos me falam 100% do tempo que eu devo deixar isso pra lá, viver como eu posso, focar no futuro.
E pra mim isso é uma ofensa.
Eu não quero mais que ninguém mais fale comigo. Eu não quero ver as pessoas agindo como se eu fosse contagiosa. Eu não quero saber que as pessoas que eu sempre achei essenciais na minha vida - e agora tudo o que eu estou passando só me confirma tudo isso - acham que tudo o que eu sinto é frescura e vontade de continuar doente.
Mas a coisa que mais me surpreende sobre isso é que simplesmente não me importa.
Não me importa. Odeio todo mundo ficar dizendo que eu devia esquecer qualquer coisa que tenham OU NÃO me feito, dito OU NÃO dito, deixar pra lá, não pensar sobre isso que logo passa.
Acontece que eu eu não quero. Eu quero elas falando comigo, me mandando scraps, me contando coisas por depoimento como deveria ser.
E eu pedi milhares de perdões de todas as formas por ter magoado quem quer que fosse. Mas eu realmente acho que tem coisas que a gente tem que aceitar sobre nós mesmas, e sobre as outras.
Me arrependo de ter passado taaantas tardes com o Allan em julho. Queria ter podido ter algumas noites no bar, ou na rua, na chuva, na fazendo ou em qualquer lugar sozinha com a Marta. E com todas as outras. O tempo que a gente passou juntas, todas nós, foi muito bom. Quase todo, rs.
Mas o fato é: dia 23 de julho, ele e minha irmã fizeram o impossível pra me fazer um bolo. E eu sou grata por tudo que ele e o Henrique me fizeram.
E eu sei que depois que eu voltei, eu falei falei falei falei falei um monte de coisas - NOVENTA POR CENTO merda, claro - e não tive capacidade pra ouvir ninguém. Me arrependo POR BOSTA.
MAs eu li de pessoas que eu amava que eu bancava a louca e podia bater a cabeça na parede se quisesse, só não podia encher o saco de ninguém, e logo em seguida ler que as pessoas me amavam como ANTES, solteira, em letras muito claras, tipo, não fui eu que interpretei errado, tava lá escrito. Quatro vezes. E eu tive que ler isso enquanto minha cabeça não era capaz de um unico sentimento feliz, nenhum momento de paz, quando eu ia afundando em depressão e a morete era tudo tudo tudo o que eu queria. Eu detesto falar essas coisas, pq fico com medo de soar 'drama' e/ou 'encheção de saco'. Mas são os fatos.
O fato é: todas esperávamos coisas diferentes. Acho que não fiz nada ainda pra tentar fazer as coisas voltarem o máximo possivel como antes porque eu TÔ MORTA COM ESSE ASSUNTO, JÁ, não aguento mais pedir desculpas e explicar, e eu tbm sou uma pessoa que não consegue pedir desculpas sem lembrar os outros dos próprios erros, e isso fica uma coisa sem fim que me deixa tonta,
Mas o fato é que eu dormi a noite inteira no meu quarto, sem nenhum pesadelo e não acordei chorando, depois de dois meses disso.
Eu estou me sentindo cada dia melhor, e agora tudo o que eu precisava, DESCULPA DIZER MAS EU NÃO AGUENTO MAIS, é de uma tarde falando bosta e rindo muito, sem nenhuma palavra sobre nenhuma briga, nem nada, com Marta Maria de Almeida.
'só queria saber o pecado que cometi pra perder minha melhor amiga.. só isso.'
[Allan, Beatriz, Henrique, Adriele durante as férias, Jeferson no últimos tempos e Elena sempre. Um obrigada do tamanho do mundo e do que vcs fizeram pra mim eu nunca vou esquecer, desculpe qualquer coisa]
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